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“Ando engasgada…
A vida têm ficado clara demais, ando vendo demais, drama já não convêm… Ai a gente empurra com a barriga, finge que tá tudo bem. Sem válvulas de escape, sem ombros, seguindo em frente…
Desafiando o que o vento anda soprando, é amigo mudando, são amores desencantando, os pais brigando, afinal, de que jeito esse mundo anda girando?
Eu não sou de gritar minha alegria aos quatro ventos, quem dirá minhas angústias, a gente vai só deixando, acorda, come, estuda, dorme, bebe na sexta, tem ressaca no sábado e reza no domingo.
Uma hora a gente cansa, começa a falar a verdade sem temer, desapega das coisas, das pessoas… E vê que nada é essencial, amar demais é besteira, ser rodeada de amigos é estar sozinho, uma hora eles vão te trocar, pessoas têm validade.
Nosso desafio é entender, guardar as lembranças e continuar em frente, não adianta chorar, reclamar, implorar para que seja diferente, não vai ser. O que tem de acontecer, acontece, para o destino não existem imprevistos, ocupações ou falta tempo.
Sempre foi assim, a gente teme, sofre, se decepciona, mas um dia percebe o que é de verdade, o que vale a pena, e quem sabe a gente seja feliz.”
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“Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos ‘apesares’ todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.”